18.01.13
Toada ligeira Autores: pedro Ornellas e Dino Franco
Sentindo o peso da cruel idade, velho marujo sempre vai ao cais
olhando as águas ele tem vontade de navegar mas já não pode mais.
em pensamento volta ao seu passado e entre as imagens que lembrança traz
sentindo o gosto amargo da saudade, vê sua luta contra a tempestade
e a calmaria devolvendo a paz.
Velho marujo, escravo do passado,
eu compartilho os sentimentos seus
meu coração também foi abordado
e só vagueia pelo cais do adeus!
No mar da vida ele enfrentou perigos e quantas vezes viu de perto a morte
valeu a ajuda de fieis amigos, sua coragem e até mesmo a sorte
porém o tempo, cruel inimigo, na abordagem se mostrou mais forte
e despojado do vigor antigo, só a saudade hoje traz consigo
num barco triste a derivar sem norte
Igual a ele eu também um dia
cruzei os verdes mares da ilusão
mas quase morto da melancolia
me ancorei no porto solidão.



