04.08.15
Como se costuma dizer, "O SABER NÃO OCUPA LUGAR"
Informações a parte, o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO tem causado muitas polêmicas (especialmente por aqui em Portugal) e em alguns casos, EU CONCORDO PLENAMENTE com a indignação das pessoas (pelo menos de quem entende do assunto) Vejam um exemplo claro disso:
Aqui vai uma dica para que se possa pensar e aprofundar sobre uma questão simplicíssima mas que para certas cabeças é muito complicado.
Se alguém puder fazer chegar este e-mail à "presidenta" (aqui está um título INEXISTENTE que eu discordo totalmente) do Brasil prestará um grande favor à língua portuguesa.
Aula de português... muito "pertinenta"!
Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual:
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta...
Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
Ainda esta semana escutei Helena Roseta dizer: "Presidenta!", retorquindo o comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação...
A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho.
Uma belíssima aula de português.
Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta!
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios activos como derivativos verbais.
Por exemplo:
O particípio activo do verbo atacar é atacante, o de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio activo do verbo ser?
O particípio activo do verbo ser é ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela"ardenta"; estudante, e não "estudanta"; adolescente, e não "adolescenta"; paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse esta informação...

